segunda-feira, 10 de setembro de 2012

1o Torneio Oficial de Poker de Quebec

Na festinha surpresa da Camila, no sábado, a galera combinou um torneio de poker na casa do Gatão e da Gatona (calma, vocês já vão entender).

Quem conhece o Luciano vai entender, quem não conhece pode ser que se assuste...Claro, o torneio foi organizado por ele, com uma tabela cheia de informações, estatísticas, tempo para aumento dos blinds e até hora do break para o xixi (para vocês verem o que eu sofro diariamente com uma pessoa metódica ao último grau de sanidade). Chegou um momento que eu tive de intervir, com muita calma e tranquilidade para não contrariar: "Olha, amor, eu não sei se você sabe, mas esse torneio oficial é oficial só pra gente, ok? Não vai ser televisionado, não haverá comentaristas, muito menos vai passar na ESPN, tudo bem? Concorda?"

Durante o torneio, conversa vai, conversa vem, vinho e cerveja vão e vêm, e começamos a falar sobre os apelidinhos (aqueles infames, que a gente só tem coragem de chamar o marido depois de uma minuciosa investigação e a certeza absoluta de que não tem ninguém ouvindo). Pois é, o resultado foi o seguinte:

Ana (dona da casa): Gatona
Thiago (marido): Gatão
Eu: Pitoca
Luciano: Pitoco
Diego (marido da Camila Winter): Chu
Camila Winter (para evitar confusões e usando a regra geral de gênero): Cha
Fernanda: Vida
Pablo (marido da Fernanda, para evitar confusões e usando a regra geral de gênero): Vido
Bruna, Valmir, Ricardo, Camila Bandeira, Andre e Ingrid estão de stand by. Já que não se chamam por nenhum apelido especial, vamos usar de toda nossa criatividade...Eu que não queria estar no lugar deles...


Vejam o grau da patologia do meu marido:


I Torneio de Poker de Québec

Data: 09/09/2012

Stack Inicial: 1500 fichas

Inscrição: 5 CAD

Estrutura do Torneio
SB / BB      Duração
5/10          30 min
10/20        30 min
15/30        30 min
Break         5 min (ou seja, fazer xixi, só depois de 1 hora e meia!)
25/50        45 min
50/100      45 min
Break         5 min
100/200    20 min
200/400    20 min
300/600    Até acabar

Início: 18:00
Término: 20:45

Resultado e Premiação
Posição Jogador            Prêmio
1º. Lugar Christiane      20 CAD
2º. Lugar Luciano         10 CAD
3º. Lugar Pablo             5 CAD
4º. Lugar Camila -
5º. Lugar Diego -
6º. Lugar Ricardo -
7º. Lugar Thiago -

Sim, exatamente, medalha de ouro no torneio! Ham-ham. Acho que nem preciso mais trabalhar...Uma ida ao cassino por mês e uma rodada de poker por semana já quebram um galho!

Fotinhas pra vocês:

Poker face! (Eu, como sempre, tentando segurar a gargalhada, pronta pra explodir!)




Foto oficial da vencedora!



Fernanda (Vida), a garota propaganda oficial de Québec, eleita por nós, em ação:


Anunciando a bota nova do Ricardo


Anunciando a bota nova da Gatona (sim, cada um que comprar a bota para o inverno, haverá fotinha da Vida anunciando)




Anunciando a roupinha fashion da Mega



Anunciando a vencedora do torneio (porque jogador de poker não pode demonstrar emoção: poker face total!)



domingo, 9 de setembro de 2012

Festa na casa dos Trapp

Ontem teve festinha surpresa pra Camila Bandeira, esposa do Ricardo, pais da Catarina, lembram dela, né? Aquela figura da entrevista de vários posts atrás.

Foi muito divertido. Rimos litros até as 11 da noite! Aqui, as casas e apartamentos ficam na beira da rua. Não tem essa história de entradas enormes, portarias gigantescas e lááááá no fundo, o prédio. É assim: você cospe de dentro da sua sala, e o cuspe cai no asfalto da rua!

A noite foi ótima! Invariavelmente, se formaram o clube do Bolinha, com os maridos de um lado, e o da Luluzinha, com a mulheres de outro. Assuntos entre as mulheres: sogras, casamento, noivado, histórias engraçadas de viagens e dificuldades com a língua quando chegaram aqui, primeira menstruação, crianças e suas histórias cômicas, Pauline Marois e seu radicalismo, receitas culinárias, experiências profissionais etc. Papo dos homens: futebol, futebol, futebol e pôquer. Pra quê tantos neurônios a mais, meu Deus? Desperdício! (Não, esse "quê" com acento não está errado, mesmo não estando no fim da pergunta. Vai buscar a gramática que eu espero...Mas tem de ser das boas! Gramática bunda não vai trazer este caso.)

Éramos umas 15 pessoas saindo da casa da Camila, já tarde da noite (11 da noite aqui é alta madrugada), falando alto, rindo horrores, nos despedindo (à moda brasileira de ser), quando uns vizinhos começaram a olhar pela janela, com cara feia, xingando até a nossa última geração (por dentro, porque eles são educados demais pra falar alto, mesmo que seja um palavrão, àquela hora da noite), quando a gente começou a levantar os braços e gritar em uníssono, com sotaque castelhano e tudo: "Argentina! Argentina!" (Vingancinha! Hehehe.)

Ah, hoje, depois de muuuiiiito tempo (até demais para o meu gosto), falei com a Coisa pelo telefone! Batimentos cardíacos, pressão arterial e funções vitais regularizadas por mais alguns dias...Ufa!

Fotinhas pra vocês!

Beijos



Ingrid, Eu, Camila (aniversariante), Fernanda, Camila Winter, Bruna e Ana



Pernambucanas retadas: Fernanda, Camila, Bruna e Ingrid



Fernanda e Ricardo, dono da casa, orgulhosíssimo do tênis de couro, mano!



Fred, Thiago (marido da Ana), André (marido da Ingrid) e Diego (marido da Camila Winter)

Bolinhas no teto!

sábado, 8 de setembro de 2012

Saindo da toca, finalmente!

Porra, depois de SEMANAS enfurnada dentro do puxadinho, finalmente fizemos um programinha diferente. Porque, na boa, o que salva são os casais SENSAS de brasileiros que moram aqui (os maridos trabalham na mesma empresa que o Lu), que, quando encontramos, é uma diversão só. O resto dos dias, eu, me, myself and I, sozinha, dias INTEIROS dentro de casa, sem ver o mundo, gente, as coisas acontecendo, nessa cidade fantasma de Quebec, onde NADA acontece (à exceção do show da Madonna, graças a Deus! Sim, ainda estou muito impactada pelo show fodástico da Madonna!)

Ontem, o Lu tinha alugado um carro para fazer a prova prática de direção e tirar a carteira de habilitação quebequense. Por conta de um papel qualquer que faltava, a prova teve de ser adiada e, já que estávamos de carro, fomos a La Malbaie, uma cidadezinha mais para o norte de Quebec, onde tem um cassino.

Pra começar, sentei numa maquininha, coloquei 20 dólares "cadanenses" e comecei a apertar o botãozinho quando, de repente, sirenes e luzes começaram a tocar e a piscar, e eu, com toda a falta de jeito que Deus me deu, já pensando: "Caralho, quebrei a porra da máquina!" Suando frio, tentando achar uma porta de emergência discreta pra agarrar o Luciano pelo braço e sair correndo antes que tivesse de passar a noite lavando os pratos do cassino, o "monsier" veio me dar os parabéns, dizendo que tinha ganhado 500 dólares! Oi??? Como assim? Sim, isso mesmo. Ganhei 500 dólares "cadanenses"! Daí pra frente, só alegria. Jogamos horas com o dinheiro do cassino, tomamos água, pepsi diet e café a noite inteira de graça e ainda trouxemos uma boa graninha pra casa. Chegamos às 3 da manhã. Nem me lembro quando foi a última vez que fiz isso. Aqui, foi a primeira, porque em Quebec, em pleno verão, as pessoas se recolhem às 5 da tarde e não saem mais de casa (ficam fazendo o quê, meu Deus, é o que me pergunto todos os dias!) Pooooorra, não dá pra mim, não. Eu estou no Canadá, afinal de contas! Tenho a sensação de que existe um mundo inteiro a ser explorado, e estou aqui em Quebec. É como se mudar para o Rio de Janeiro e ir morar em Petrópolis! (Nada contra, adoro Petrópolis, linda cidade, mas, convenhamos, você vai à casa de Santos Dummont e ao Museu Imperial e acabou Petrópolis! Quebec é assim, numa tarde você conhece a cidade e "zéfiní"!

Sou muito cosmopolita, quero ver gente, peças, filmes, shows, quero estar onde as coisas acontecem! Ok, abro mão da violência de muito bom grado, mas, no mais, quero morar numa cidade que tenha o que oferecer.

Bom, fui dormir às 5 da manhã, feliz da vida! Algumas fotinhas pra vocês!

Beijos



Muito highway americana, fala sério!




Lulu se achando no volante!
 






Ônibus escolar amarelo, como os americanos também.
 
 


 
Juro! "Drive thru" aqui é "service au volant". Ah, para!




Não falei que é igual Petrópolis? Tem até charrete!
 
 


Olhando por fora, você não dá nada, né? Mas é gigante!






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Meryl Streep fodástica!

Ontem fui assistir a Hope Springs, com Meryl Streep e Tommy Lee Jones (não sei o nome em português e tampouco estou com vontade de procurar no Google. Sim, vai começar aquela história antipatiquérrima de dizer "não sei como é em português". Fazer o quê?)

Digressão: aqui na porra de Québec (aí, na boa, quem me disse que a cidade era maravilhosa me enganou bonito. Cidade parada da porra, mas isso é para outro post), 99% dos filmes que passam no cinema são dublados em francês. Muita bitolação/xenofobia isso (o que, para mim, são sinônimos). O filme pode ser sueco, japonês, iraniano, mas eu prefiro MIL vezes ver a versão original e ler a legenda. Você perde muitos detalhes na versão dublada. Fora que, vamos combinar, ver a Meryl Streep falando francês e com uma voz que não é dela é heresia total! Mas como Deus é misericordioso (às vezes; outras, ele bota pra foder merrrrmo!), às terças e quintas tem UMA sessão em inglês no fim da tarde no cinema Le Clap, em Sainte-Foy, o bairro dos chiques e famosos (aliás, só dos chiques, porque claro que não existe UMA pessoa famosa que more na porra de Quebec).

Voltando...o filme é bom pra KCT, daqueles filmes que levam a gente a pensar na própria vida, nos erros que cometeu e, puta merda, como pude ser tão idiota, mas aí você percebe que o MUNDO comete os mesmos erros que você e fica mais calma; que, na verdade, os erros, trapalhadas, imaturidades etc não são seus, são da humanidade inteira! Tive vários momentos de identificação com o filme. Não é preciso passar 31 anos casado e chegar ao 70 de idade para se sentir sozinho numa relação. Todo mundo já passou por isso, em momentos diferentes da vida. (Muito cabeça esse papo, mas é consequência do filme mesmo.)

Tem lá seus trechos engraçados, como o início da terapia de casal dos protagonistas com o Steve Carrel. Aliás, o Tommy Lee Jones também está sensacional no filme, mas a Meryl Streep é fodástica merrrmo, ninguém se compara! Existem pouquíssimas pessoas na categoria que chamo de "os fodásticos": Madonna, Meryl Streep, Whitney Houston (nunca ouvi uma voz mais linda, potente, afinada etc que a dela), Michael Jackson e alguns poucos outros. O Steve Jobs ameaça entrar na categoria, mas ainda não consegui terminar de ler a biografia dele, portanto ainda não decidi se vou promovê-lo a fodástico ou não. Está mais pra categoria dos esquizofrênicos neste momento do livro. Ah, e lógico, no que se refere à língua portuguesa, produção editorial, conselhos fuderosos de bons e dar foras fenomenais em mim, a Coisa também é fodástica!

O que mais me admira (e um dos fatores preponderantes para eu incluí-la na categoria dos fodásticos) é que a Meryl Streep tem os traços muito Meryl Streep. Ninguém se parece com ela, o que poderia ser uma desvantagem para uma atriz comum, cujos personagens ficariam sempre por trás dos traços inconfundíveis e exóticos. Mas como ela é fodástica, você não vê a atriz, só os personagens. Alguém duvida de que a Miranda Priesley exista? (Sim, eu sei que a personagem foi inspirada na Anna Wintour, mas estou falando da própria Miranda Priesley.) Os personagens dela são reais, você poderia esbarrar com qualquer um deles na esquina. FODÁSTICA!!!

Vejam o filme! Muito bom!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eleições em Quebec

Agora o bicho pegou de vez aqui na província!

Hoje foram as eleições para o cargo de Primeiro-Ministro de Quebec que, como vocês sabem, tem um sistema de governo de Monarquia Parlamentarista (sim, pelo menos, de alguma forma, sou súdita da Elizabeth II, se não em Londres, aqui merrrmo).

Pauline Maroirs, do PQ (Partido Quebequense - sim, acertei o gentílico na cagada), venceu as eleições, o que significa que fodeu para o meu lado. Ela é separatista, quer a independência da província de Quebec do resto do Canadá, é contra o ensino da língua inglesa nas escolas (filha da puta!) e é "sibulutamente" a favor de só se falar francês na porra de Quebec.

Gostaram? Eu não. Vou ter de aprender essa porra dessa língua de qualquer jeito!

Bom, pelo menos as aulas do C.A estão perto de começar. Vou aprender logo esse pidgin e ponto final.

À bientôt!




domingo, 2 de setembro de 2012

Madonna em Quebec

Quebrada, exausta depois de 12 horas em pé, mas valeu cada segundo!

Saímos de casa 2 e pouco (isso porque o convite dizia que o show começaria às 20h! Se você fosse casada/o com um Ferraresi, entenderia) e chegamos ao parque quase 3 da tarde.

Obviamente, comprei uma camisa LINDA e um chaveiro mais LINDO ainda (o que significa que o meu chaveiro anterior, da Hello Kitty, vai ficar para o Luciano. Bom, mas pelo menos é azul, cor de menino, tá valendo).

Ficamos 2 horas em pé até a abertura dos portões e entramos (se eu for contar todos os detalhes, não vão me sobrar braço nem dedos para trabalhar. Só o que me chamou a atenção foi que um grupinho do nosso lado, ainda antes da abertura dos portões, segurava um saquinho plástico com uns comprimidinhos muito suspeitos).

Como quem já foi a algum show da Madonna sabe, os portões são abertos pouco antes do fim da passagem de som, de modo que, quando entramos, ela estava no palco, passando o som da última música "Turn on the radio". Acho que ela faz de propósito, porque todo mundo fica com aquela cara de idiota se perguntando "Gente, será que ela? Não, não pode ser." Mas como fui abençoada por Deus com um ouvido filho da puta de bom, reconheço de longe as vozes que conheço. Sim, era ela. Acabou a passagem de som, e ela, piadista, saiu do palco com a seguinte frase: "Tchau galera de Quebec, nos vemos daqui a 6 horas!" Oi??? (OBS: já eram 6 e pouca da tarde. Teoricamente, aliás, MUITO teoricamente, o show começaria às 20h.)

Ficamos a uma distância razoável. Dava pra ver melhor que os 2 shows do Maracanã, em que fiquei na arquibancada e só via um ponto louro no palco. Para ver alguma coisa, só pelos telões mesmo.

A sensação era a mesma de um dia chato de trabalho. Você olha o relógio - 18:15 - e espera hoooooras, em pé, com as costas e os pés em súplica. Olha o relógio - 18:17. Puta que me pariu!

Já tinha sido anunciado que um DJ abriria o show. Um fulano chamado Paul Oakenfold, que mais parecia o Dexter (da série, aquele serial killer). Tudo bem, OK, mas alguém conhece esse sujeito? Não, né? Nem eu! Então alguém pode me explicar KDQ esse homem ficou 50 minutos no palco??? Já eram 21:30 na hora que o desgraçado resolveu ir embora. Todo mundo já exausto, ninguém se mexia. Espera daqui, espera dali, eu já ia começar a rezar e pedir a misericórdia divina, quando ela surge! Linda, foda, dançando e cantando pra caralho! PUTA show!

Tudo bem que ela cometeu um microdeslize: "Come on, Montreal, I mean, Quebec City!!!" Foi cômico, mas ela tinha feito show em Montreal no dia anterior, e Montreal também fica em Quebec (na província)...é meio complicado mesmo. Uma pessoa que tenha APENAS 140 pontos de QI fica confusa (foi oficialmente divulgado que ela tem 140 pontos de QI, o que eu "sibulutamente" não duvido).

Uma consideração: este show foi considerado pela crítica "muito violento", pois, nas 3 primeiras músicas, ela aparece com armas, "atirando" nos bailarinos, como se eles fossem bonecos de um videogame. Ora, faça-me o favor! O show é violento? O MUNDO está violento, as pessoas estão violentas! Columbine, Chacina da Candelária, Realengo, Noruega e tantos outros casos recentes. Ela apenas retrata durante alguns minutos o que vem acontecendo há anos no mundo! Perspectiva, né, gente, pelamordedeus!

No mais, vou deixar as fotos e os vídeos falarem por si. Com toda a minha experiência em shows da Madonna (este foi o terceiro), foi, sem dúvida, o melhor de todos!

Beijos exaustos e encantados! Enjoy!



                                           A caminho do parque




Blusa lindaaaa!!!!



Terminando a passagem de som.




Há mais ou menos 8 horas em pé...













 Fodaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!




Speechless













 Que Deus conserve uma bunda dessas aos 54 anos!










                        O filho dela é esse fofo, mais baixinho de todos, de camiseta azul, mais à direita da foto. Rocco. A Lola (filha) ficou de castigo porque foi fotografada fumando e não pôde dançar no show. Seriíssimo! (Tá certo, é com dois "i" merrrrmo! Vai no dicionário ver!)





Vídeos

Passando o som (Love spent)


Papa don't preach


Turn on the radio


Express yourself


Madonna piadista


Madonna piadista !! ("I see you in 6 hours"). Ha-ha!


Vogue


Like a prayer


Like a prayer II (em close)













terça-feira, 28 de agosto de 2012

Espetáculo de sogra!!!

O post de hoje é dedicado, com todo o amor do meu coração, à minha sogrinha querida, que deve ter lido o post indignado sobre a falta de desodorante aerossol em Québec, e me mandou UMA CAIXA do meu maravilhoso desodorante Nivea Invisible Black & White, que eu usava no Rio.

Sogrinha: simplesmente te amo!!!

Beijos eternamente agradecidos!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Resposta da minha mãe...

Minha mãe respondendo à última pergunta do post anterior:

"Amiga de Facebook, como todo mundo. Aliás todo dia recebo ótimas receitas dela!"

Eu: "Ah, tá, desculpe."



OBS: Como assim "como todo mundo"?

OBSII: Sim, minha mãe virou "amiga" da Ana Maria Braga...

G-Zuis!!!!

Gente, como fala o marido de uma amiga minha (que eu não conheço, mas que também é o pai de outra amiga, que por acaso é filha da primeira amiga, enfim): "Tá chovendo pra cima agora?"

Vou explicar: estava passeando pelo Facebook, vendo coisinhas divertidas, eis que vejo um comentário todo cheio de intimidade da minha mãe. Pra mim? Não. Para...simplesmente...a Ana Maria Braga!

Oi???

Sim! Fiquei alguns segundos tentando entender...como não consegui, seguiu-se um "diálogo escrito" entre mim e minha mãe pelo Facebook:

Eu: "Mãe, eu estou maluca ou você está conversando com a Ana Maria Braga???"

Minha mãe: "Ué, qual o problema? Ela é gente como a gente."

G-zuis!!!!!

Pausa para comentários. Não, ela não é "gente como a gente" porque:


1) Ela tem muitos, mas MUITOS milhões na conta bancária.

2) Em decorrência disso, mora numa PUTA mansão no Rio e tem outra PUTA mansão em SP.

3) Ela é desafinada de furar o tímpano de um ser humano (por este aspecto, gosto de não parecer com ela).

4) Ela é amiga de todos os globais da face da Terra (até aí, nada de mais, a Xuxa já me chamou de Cinderela! Verdade "sibuluta", mas depois explico).

Continuação do diálogo:

Eu: "Ok, que seja, mas você pode me dizer quando foi que você se tornou amiga dela pra bater um papo, pra início de conversa?"

Ainda estou no aguardo da resposta, morrendo de medo do que vem por aí.

domingo, 26 de agosto de 2012

Fim das garras

Aí...do balacobaco! (Porque agora resolvi que só vou usar gírias condizentes com a minha idade. Nada desse negócio de "sinistro", "bizarro" etc. Acho que a proximidade dos 40 está mexendo muito com o meu psicológico.)

Hoje, depois de quase 2 semanas enfurnada em casa (quem é meu amigo no Foursquare sabe que só rola check-in em "Chez Ferraresi"), fui à Galeria da Capital (em português merrrmo, que eu não estou com saco de procurar onde ficam os trocentos acentos), um shopping "chocante" e razoavelmente perto aqui do puxadinho (me recuso a chamar esta bosta de "casa"). O objetivo era comprar uma cafeteira, porque eu não aguento mais ter de ir ao McDô toda santa manhã e comprar um balde de café "amerricanô" pá daqui pá dali. Mais econômico também, porque a cafeteira custou um mês de café "americanô" do McDô, e agora eu tenho café "à la vontê" em casa, com possibilidades de um capuccino aerado. SENSA! (Calma que vocês vão entender o título do post já, já. Aguardem na disciplina!)

Tive a experiência extática de me deparar com uma puta livraria enoooorme, de deixar qualquer Saraiva Mega Store no chinelo, tipo a Livraria Cultura, e quase desmaiei de emoção (sou capaz de passar um dia INTEIRINHO dentro de uma livraria. Sou daquelas que gostam de manusear os livros, cheirá-los - sim, cheirá-los merrrrmo, porque cheiro de livro é uma das coisas mais divinas resultantes da invenção de São Gutenberg - etc.)

Fizemos um lanche rápido e passamos num salão ching-ling (só de chinesas), mas que acabou sendo a salvação das minhas garras (um mês sem fazer as unhas, já pensou?). Aí, de novo, do balacobaco! Além de fazerem o serviço completo (hidratação, esfoliação nos pés e nas mãos, tirarem a cutícula razoalvemente bem e pintarem direitinho, a cadeira do salão é coisa de filme de Holywood! Daquelas cadeiras de massagem, enormes e acolchoadas, e você passa uma hora recebendo uma massagem sensacional enquanto a chinesa faz suas unhas! De Deus!

Sou uma nova mulher, com mãos e pés feitos! Tudo bem que deixei a bagatela de CDN$50,00, mas valeu cada centavo.

Só pra vocês terem uma ideia da cadeira, olha isso:




Supimpa, hein?

Beijos







sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Alguém viu um correio por aí?

Em primeiro lugar, feliz da vida de o blog estar "bombando". Vocês são Fofs, quer dizer, queridos, porque a categoria de Fofs já está ocupada! :-P

Agora vamos ao post: depois de quase um mês aqui em Quebec (pois é, o tempo passa, o tempo voa, e quem acreditou que a poupança Bamerindus continuava numa boa se fudeu!!!!), eu ainda não tinha visto uma agência de Correios, Post Office ou nada parecido.

Muito intrigada (ok, curiosa, pode ser, considero uma qualidade, mesmo quando beira a patologia, como no meu caso, e você fica se espichando toda pra ver o que uma menina está mostrando à outra no celular, no banco à sua frente no ônibus, como já aconteceu váááárias vezes comigo, mas isso é pra outro post) e como já tenho algumas coisinhas para postar, estava preocupada em "achar" o correio de Quebec. Sim, "achar". Calma que vocês vão entender.

Como já dei algumas voltinhas por aí e não tinha visto sequer uma mísera lojinha (neste aspecto, a Holanda é SENSA! Você pode não entender nada do que diz a porra da fachada da loja, naquela língua difícil bacaray, mas reconhece os desenhos das plaquinhas e consegue achar tudo de que precisa. Sem falar que TODO MUNDO fala inglês lá! Um sonho dourado!), tive de me render e perguntar ao meu marido (detesto, ele fica se achando o dono do mundo por eu depender dele pra algumas coisas AINDA. Mas deixa ele comigo. Quando as minhas aulas do C.A. começarem, vou dar um "olé" nele e falar esse pidgin* desta língua melhor que ele. Aguardem!).

*Não, não é "pombo". Dá um google em "língua pidgin" que vocês vão entender.


Diálogo:

Eu: "Amor, eu estava aqui pensando...Tem correio aqui em Quebec? Ainda não vi nada que se parecesse com um ."

Marido (com aquele ar blasé, que eleva nosso grau de putice até o último estágio e aquilo tudo que vocês já sabem, como quem diz: "Coisa mais óbvia..."): "Claaaaro que tem, ué. Os correios ficam dentro das farmácias!"

Oi???

Eu: "Ah...tá...Uma pergunta: se eu for assaltada (ok, probabilidade quase zero, mas não se esqueçam de que minha bike foi roubada na Holanda, portanto...) e precisar ir à delegacia...fica dentro do McDonald's?"

Eu, hein! Coisa mais sem lógica!



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Aula de português tabajara

Para facilitar a vida de vocês, amados leitores, especialmente à da minha irmã mais velha (você deve estar me odiando neste momento, hein, Sis?), vamos ao glossário do meu idioleto (para quem não fez Letras, vá ver no dicionário o que significa “idioleto”, que meu espírito didático já se foi. Bem, algumas vantagens a gente tem de ter por ter escolhido esta carreira e ser fadado à pobreza para o resto da vida: conhecer um monte de palavras inúteis que só servem para deixar os outros confusos. Como podem ver, hoje estou vingativa e rancorosa, como diz meu marido):

 
KDQ? = “Por causa de quê?” (variante popular); “Por quê?” (variante normativa – sim, neste caso, com “chapeuzinho” merrrmo, mais conhecido como “acento circunflexo”.)

Sensa = abreviatura de “Sensacional”.

KCT = “cacete” merrrmo (interjeição ou locução adverbial de intensidade, quando acompanhado da preposição “para”.) Essa é nível C.A.!

Blz = “Beleza” (sinônimos mais comuns: “formô”, “tamo junto”, “é isso aí, mer’mão”).

Bacaray = Aglutinação de “para caralho” (locução adverbial de intensidade), que também sofreu um processo fonológico conhecido como “apócope”.

"Sibulutamente" = "Absolutamente", que sofreu uma porrada de processos fonológicos, mais conhecidos como "burrice" (Juro que ouvi uma pessoa falando isso. Nunca mais me desapeguei!).
 
Por hoje, encerramos por aqui, porque pesquisas comprovam que o cérebro humano só é capaz de memorizar até seis palavras novas por dia. Verdade "sibuluta"!

 Amplexos! (Esta é a 7a! Deixem para procurar no dicionário amanhã!)

 

Vamos combinar?

Então, leitores queridos, amados, idolatrados, salve, salve! Vamos combinar o seguinte: quem me der a honra de deixar um comentário no blog, pelamordedeus se identifique, se não pelo nome, por um codinome, pseudônimo, apelido ou qualquer outra coisa que eu possa identificar...Mooooooorro de curiosidade!!!

Combinado? Quem concorda levanta a mão!

Óóóóóóótimo, muito bem!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Trapalhadas quebequenses...


Pois é, aqui, neste país de Primeiro Mundo (em caixa alta e baixa, como a Coisa me ensinou), também tem das suas trapalhadas...
Abri minha conta com aquela tal gerente com quem desabafei minha condição de “amigada com fé” e coisa e tal. Tudo muito simples e rápido. Ela me disse que eu receberia meu cartão de débito em casa e, em outra correspondência, a minha senha. Muito bem! Até aí, eu entendi.

Eis que, 3 dias depois, recebo o cartão de débito, chiquerésimo! Toda felizinha, esperando a tal da senha para poder ir às compras. Sim, porque* qual é a função de se ter um cartão de débito? Usá-lo, lógico!

*Esse "porque" é junto merrmo, função explicativa de por que (esse, separado) eu queria ir às compras. Continuo muito didática hoje!
Bem, no dia seguinte, já achando tudo muito funcional, recebo uma correspondência do banco. Minha senha, certo? Errado. Outro cartão de débito. Porra, a mulher deve achar que eu tenho milhões de dólares “cadanenses” na conta (enquanto não mudarem a porra do CDN$, pra mim só faz sentido chamar de “cadanense” merrrmo)!
Já com a pulga atrás da orelha, no dia seguinte recebo a tal da senha. Muito bem, mas para qual cartão?
Para emerdalhar (licença poética. Ok, nem tão poética assim, licença lexical, se preferirem) de vez, no dia seguinte, recebo OUTRA senha.
Maluco, que porra é essa? Duas senhas e dois cartões de débito? Achei que isso só acontecesse no Bradesco!
Enfim, fui no caixa automático e, para a “noooossa alegriaaaa”, nenhuma das senhas funcionava com nenhum dos cartões. Puta que me pariu de novo (minha mãe vai me deserdar por conta desse pronome oblíquo...)!
Resumindo, liguei para o banco, e o diálogo foi o seguinte:

“Bom dia, recebi dois cartões de débitos e duas senhas diferentes. O que faço? (Essa pergunta sempre causa certo receio de que nos mandem fazer uma coisa muito feia, né, não?)

Musiquinha de espera...

“Desculpe a demora e obrigada por ter aguardado, senhora. A senhora precisa testar as duas senhas com os dois cartões e ver qual funciona.”

Muito Terceiro Mundo essa solução!

“Mas foi exatamente o que eu fiz hoje!”

Musiquinha de espera...

“Desculpe a demora e obrigada por ter aguardado, senhora. A senhora precisa ir à sua agência para verificar o que está acontecendo.”

“O que está acontecendo foi o que eu ACABEI de narrar pra você, fofa!”

“Desculpe, senhora, mas não há nada mais que eu possa fazer!”

Forma mais “Bradesca” de finalizar a ligação, hein?


Então tá. BeijoNÃOmeliga!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Por obséquio...

Por obséquio, alguém poderia me fazer a gentileza de avisar a Ellen DeGeneris que a dancinha escrota que ela faz no início do programa é irritantemente ridícula e desnecessária?

Eu precisava MUITO falar isso!

Muito grata!


OBS: Ela não parece a tia mais velha da Madonna na época do Girlie Show? Alguém diz que concorda, pelamordedeus, porque, sempre que eu falo isso, as pessoas me olham de um jeito estranho...

OBSII: Nããããão, eu NÃO conheço a tia mais velha da Madonna. É só força de expressão. Só estou deixando claro porque estou muito didática hoje.





domingo, 19 de agosto de 2012

Invejem merrrrmo!

Posso ficar muito, não, que eu tô ocupada. Só pra mostrar o almoço SENSA (de SENSACIONAL, antes que a minha irmã me pergunte o que é "SENSA") que meu marido fez pra mim! Diliça!

Obrigada, meu Deus, por um marido prendado, que cozinha, lava e passa (e limpa o banheiro), amém!


"Ah, deixa de ser shakespeariana"...


Olhem só que divertido: minhas unhas parecem garras (de qualquer bicho que tenha garras enormes, fica à escolha do freguês)! Pior, pintadas pela metade, porque a essa altura (sem crase merrrmo, para os que ficarem na dúvida), metade da unha é só cutícula.
Eu, que fazia as unhas todo domingo no Degradée (tudo bem que era no Shopping Tijuca, mas o salão era ótimo), estou com palpitações diárias só de olhar pra elas. Minhas unhas queridas, tratadas com tanto esmero e dedicação...

“Ah, deixa de ser shakespeariana, dramática”, me diria minha amada amiga Coisa. Calma que a desgraça ainda não acabou (como costumo dizer, não sou exagerada, sou “apenas” superlativa, como toda boa sagitariana).
O piso do puxadinho é daquelas madeiras barulhentas que fazem “nhec, nhec” por mais levemente que a gente pise. Depois das 6 da tarde, começa a histeria de não fazer barulho por causa da bruxa maldita (aquela que PENSA que eu não fumo no puxadinho). Cai um chinelo, “cuidado com o barulho, olha a bruxa maldita!” Puxa-se uma cadeira pra sentar, “porra, não faz barulho!” Sem falar que não posso ouvir minhas musiquinhas e cantar junto, como se tivesse no palco do Municipal com uma plateia de 500 pessoas (porque era assim que eu costumava cantar no favelão, mais conhecido como “Padre Champagnat”, a rua em que eu morava no maravilhoso bairro da Tijuca)!

Ainda estamos no verão, embora já esteja começando a esfriar, portanto o dia começa a clarear às 6 da manhã, sol a pino batendo na nossa cara. As persianas tabajaras instaladas na janela, por mais que se esforcem, não conseguem impedir a incidência da luz que, obviamente, mira direto nos nossos olhos, inevitavelmente nos acordando, embora o despertador só esteja programado para as 7 horas.

Digressão: Vicky, amore, tá percebendo a linguagem formal do post? Bom, depois de 12 horas lendo um livro fodido de difícil, fica complicado desincorporar o “purtuguêis” normativo.

Fora tudo o que vocês já sabem: água de torneira quente pra beber, bruxa maldita de butuca em tudo o que se passa no puxadinho, cigarro a CDN$7 o maço etc. etc. etc (sem vírgula antes do “etc”, pelamordedeus!)
Agora vou dormir o sono dos justos ou dos exaustos, como preferirem.

Notícia boa do dia: troquei e-mails com minha tia Jane, de quem mooooorro de saudades, e fiquei felizinha que só de bater um papo com ela.


Bon soir!






sábado, 18 de agosto de 2012

Pá daqui, pá dali...


Bem, como todo frila sabe, às vezes só um mega-ultra-hiper-über-ipsis litteris balde de café pra fazer a gente acordar quando ainda há laudas e laudas pela frente! Balde merrrrmo, enorrrrme, como esse aí embaixo:




Fui ao McDonald’s aqui do lado (que os quebequoi chamam de “McDô”! Por Deus!) pra comprar o tal do café “americanô”, como eles falam. A atendente me perguntou uma porrada de coisa que “sibulutamente” não entendi, e pra não ficar olhando para ela com aquele ar apalermado, achei crucial comunicar as duas informações mais importantes sobre o meu café: “sem açúcar e sem creme”. De novo, aquela velha história...Pensa daqui, pensa dali...suplicando às minhas sinapses que corressem mais rápido que o “The Flash” e enviassem qualquer porra com algum sentindo aos meus neurônios. Como elas não manifestaram qualquer boa vontade de atender à minha súplica, conversei, esquizofrenicamente, comigo mesma, para me acalmar: ”Ora, não pode ser tão difícil assim, Christiane!”. Olhei fixamente nos olhos da atendente pra transmitir convicção e mandei um “Sin sucre, sin crème, s’il vous plaît”! (Não é pra começar a rir agora, que a história ainda não acabou!)

No fim do dia, contando minha vitória pro meu marido, ele me vira com aquele ar blasé e debochado, que eleva o nosso grau de putice ao último estágio e nos dá vontade de pular na jugular da pessoa, e me fala:

“Simples, amor, você poderia ter dito ‘pas de sucre (lê-se “pá”), pas de crème. Simples assim! ’”

Porra, por que não falou logo? Pá daqui pá dali eu sabia, KCT!!!



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tô "se" achando...

Desculpaê a falta de modéstia, mas este elogio eu precisava compartilhar!
Minha superirmã (aquela, americanérrima, que me ensinou como falava "cotonete" em inglês, lembram? Pois é, ela mesma) postou o comentário abaixo no Facebook, e eu TIVE de trazer pra cá!!! Ela é devoradora de livros como eu (aliás, eu sou igual a ela, porque, por mais doloroso que seja, ELA é a mais velha)!
Foi ela quem me apresentou a um de meus autores favoritos NA VIDA: Jeffrey Archer! Espetáculo de romancista!
Já pensou? Um elogio desses de uma pessoa que se chama "Tina Louise Geller" (nome podre de chique!!!) e ainda por cima é minha irmã e sagitário como eu (o signo mais "fantárdigo" do zodíaco)? É pra qualquer um não, mer'mão!!!
Beijos metidos a besta!
Tina Louise Geller O seu blog é um dos melhores livros q. já li nos ultimos tempos!!! Pena q. sou burra/preguiçosa D+ p/ criar o meu perfil no Google. Vou bribe meu lindo filho...
há 3 horas · · 1

  • Christiane Simyss Nooooooossa!!! Tô "se" achando!!!!!!!!!!!!!! "Dorei" o elogio, Sis!!
    há 17 minutos ·
  • Analfaburra

    Agora vocês vejam só a sacanagem...Passei anos esquentando a bunda naqueles bancos medonhos do Britannia, pagando o olho do c..., quer dizer, desculpaê, Vicky, o olho da cara, quase fui jubilada da UFRJ porque não queria deixar de estudar e ficava puxando um milhão de matérias eletivas para adiar a colação o máximo que consegui (até que a diretora, que tinha sido minha professora de Linguística no 2o período, me deu o ultimato: "Christiane, se você não se formar até o fim do ano, eu te jubilo!" Sério, foi assim mesmo, com toda essa delicadeza), fiz uma porra de uma pós-graduação em inglês e tinha de passar todos os meus preciosos sábados inteeeeeiros na universidade, durante um ano e meio.

    Pois bem, chego aqui no Canadá e venho morar na única ínfima parte do país em que só se fala francês! Puta sacanagem, fala sério! Fico me sentindo uma completa analfaburra!

    Outro dia, rolou um estresse na cafeteria porque eu não sabia pedir um capuccino com leite desnatado, já pensou? Só vinha "no fat" na minha cabeça!

    Tudo bem que eu não sabia falar "cotonete" na farmácia, mas eu saberia perfeitamente dizer "algodão para limpar os ouvidos", e seria o suficiente, assim como fez meu esperto marido.

    Bom, pelo menos já fiz minha inscrição no curso de alfabetização, que começa no dia 25 de setembro. Pois é, depois de anos de estudo, voltei para o C.A. Como diria ivan Lins: "Começar de novo..."

    Bisou! (E deem-se por satisfeitos!)

    quinta-feira, 16 de agosto de 2012

    Psicólogos, por favor, analisem...

    Sonho bizarro!!! Preciso compartilhar!

    Eu estava numa banca de jornal e, de repente, chega o Vanderley Cardoso (oi??? Sim, ele mesmo. Não, não sou fã do Vanderley Cardoso. Prefiro a fogueira do inferno a manchar minha reputação musical, mas fazer o quê? Sonho é sonho) e entrega ao jornaleiro uma espécie de VHS (para os mais novinhos, era uma fita enorme que a gente colocava num aparelho chamado vídeo cassete, o avô do DVD, digamos assim), seu "mais recente" trabalho (os cantores não dizem "o último" porque "dá azar!" Eu, hein!).

    Ato contínuo, o jornaleiro precifica o produto e o coloca deitado, só com a lateral preta à mostra. O cantor (tá, OK, isso denigre a classe, desculpaê, tia Jane e primo Jay) fica irritadíssimo pela forma como o jornaleiro expôs o produto e começa um discurso, que eu já sei de cor depois de 5 anos trabalhando na Campus:

    "Mas assim ninguém vai comprar meu CD (sei lá por que cargas d'água o cara chamava uma fita VHS de CD, mas chamava). Este é o meu 57o disco de carreira", indignado pelo pouco caso do jornaleiro.

    Como quem me conhece sabe que eu não perco a oportunidade de tentar participar de uma conversa alheia, me intrometo:

    "Ele (o Vanderley Cardoso) tem razão, moço (o jornaleiro). Trabalho numa editora e sei como funciona esta questão da compra por impulso! Se o livro estiver só com a lombada à mostra, lá no fundo da prateleira, não vende. O leitor precisa ver o livro, a exposição é fundamental para alavancar as vendas e blá-blá-blá...(não vou transcrever o discurso inteiro porque, além de prolixo, é chato pra caralho!)

    Gente, acho que a função de editora de desenvolvimento, que precisava vender a mãe para convencer os livreiros a expor os livros, vai ficar incrustada em mim para o resto da vida.




    Ah, Madonna, querida, feliz aniversário. Sabem como é, a gente não pode esquecer os aniversários dos amigos. A gente se vê em 1 de setembro, dia do seu show aqui em Québec, tá, Fofs?

    Beijomeliga!

    terça-feira, 14 de agosto de 2012

    Senta que o post é longo


    Que me desculpem os católicos mais fervorosos, mas preciso falar uma coisa que pode parecer de uma heresia atroz e que nada mais me reste além da fogueira do inferno ou da guilhotina: Deus é foda!!!

    Sempre cultivei o pensamento de que a gente tem de se sobressair, ser diferente de alguma forma, senão acaba engolido pela massa e se torna mais um no balaio de gato. Ser diferente de forma positiva, que fique bem claro, não se enchendo de piercings e tatuagens de caveira (as minhas são fofs, borboletinha e clave de sol) pelo corpo inteiro ou pintando o cabelo de rosa-choque com mexas verde-limão.

    Não foi exatamente um esforço, porque me é natural, mas acho que por isso sempre optei pela sofisticação como meio de diferenciação. Sofisticação intelectual e comportamental. Fiz meu curso universitário com excelência, obtive todos os diplomas internacionais (de Cambridge) possíveis no curso de inglês, estudei outras línguas (um pouco de francês, espanhol e holandês), li muito a vida toda (embora nem um milésimo do que deveria), sempre optei pela Europa em vez dos Estados Unidos, vi filmes, peças, shows de música e espetáculos de dança não apenas como diversão, mas como forma de absorver cultura, escrevo certo em português (mesmo na internet. Abomino gente ki ixcrevi assim), expressões como “por favor”, “com licença”, “obrigada”, “desculpe” etc são minhas amigas íntimas e estão sempre presentes nas minhas frases, cruzo as pernas ao sentar (como uma mocinha elegante deve fazer), concordo sujeito com o verbo em língua falada, mesmo em situações informais, não jogo papel na rua, lavo minhas próprias calcinhas (na maioria das vezes. Quando a preguiça reina, vai tudo pra máquina de lavar), estou sempre cheirosa, coloco os talheres paralelos quando acabo de comer, cubro a boca com a mão quando bocejo (na maioria das vezes), sou pontual, faço as sobrancelhas, me depilo, não uso roupas vulgares, não uso fio dental (o biquíni, não o dental), uso fio dental (o dental, não o biquíni)...achando que sobressairia pela sofisticação (prometo que no próximo post farei uma lista igualmente longa dos meus defeitos).

    Pois bem, aí me vem Deus e fala: “Você quer ser diferente? Então, toma: quatro sisos inclusos, cálculo renal, cálculo na vesícula, obstrução intestinal, cabelo indomável, rótulas do joelho fora do lugar (que me fazem cair e quebrar ambos os pés pelo menos uma vez a cada dois anos), asma, alergia a camarão (por mais de vinte anos, mas dei um “olé” em Deus e passou!), incapacidade de entender logarítmos e análise combinatória, pai inglês que não foi casado com a mãe paraense e que, portanto, não pôde me transferir a cidadania, cólicas maléficas todos os meses, córneas em forma de cone (em vez de esféricas), pé tamanho 39, casada com um engenheiro muito inteligente, mas que nunca leu um livro inteiro na vida, anemia quase crônica e professora de inglês como formação”.

    Tá bom pra você?

    segunda-feira, 13 de agosto de 2012

    Boca suja

    Minha querida amiga Vicky, fina, sofisticada e erudita que só ela, me disse por Skype que o blog é muito legal e coisa e tal, mas "precisa tanto palavrão?"

    Querida, todos os meus palavrões são ditos com os devidos respeito e deferência! Agora, considere: cresci numa família na qual "porra" é vírgula, "merda" é ponto, "bosta" é ponto e vírgula, "cacete" é dois pontos, "caralho" são aspas e "puta que (me) pariu" é travessão. (O "me" é só enfático, tá, mãe? Fica calma!) Portanto, boa coisa não poderia sair, né? Bem, pelo menos eu sei pontuar direitinho. Até já aprendi que não existe vírgula dentro de aspas!!! (Piada particular, só a Coisa vai entender!)

    Como dizia a Dercy, não é que eu não seja educadinha, até sou, mas é que às vezes a raiva ou a alegria é tanta que só um "puta que pariu" (sem o "me", pra aliviar a barra da minha mãe, coitada) resolve!

    Beijos angelicais!



    Recado codificado ou observação desesperada, como quiser: Por falar em Skype...R.A., Fofs, faz logo essa apresentação "Coisa/Skype", "Skype/Coisa" que eu estou tendo mini-infartes de vontade de fofocar. Tô sofrendo de abstinência!!!! Pelamordedeus!!!